segunda-feira, julho 24, 2006

MANTIDA CONDENAÇÃO DE ARTHUR FALK

Passou batido pela imprensa nacional, que nessa hora de escândalos e mais escândalos bem que poderia ter dado a boa notícia de devida punição a um corrupto.

Na quinta-feira (13), o Tribunal Regional Federal da 2ª Região manteve, por unanimidade, a condenação de Artur Falk pelos crimes de gestão fraudulenta e emissão de títulos sem lastro.

Claro que ainda cabe recurso a instâncias superiores. Mas, dado o momento nacional, de mensaleiros, sanguessugas e PCCs, esse tipo de decisão judicial é um baita alento aos que acreditam que o Brasil tem solução.

Falk era controlador da Interunion Capitalização, empresa responsável pelo Papatudo, a loteria que inaugurou essa febre de caça-níqueis televisivos e foi decisiva na transformação da tevê brasileira em cassino via Embratel. Astros da telinha fizeram propaganda do Papatudo e, indiretamente, participaram do engôdo eletrônico.

Segundo a assessoria de imprensa do Ministério Público Federal (MPF), Pedro Góes, que era diretor de Planejamento Orçamentário e Controle da Interunion, também teve sua condenação mantida.

Ambos, lembra o MPF, tiveram a pena reduzida. O TRF-2 entendeu que eles não cometeram apropriação indébita, conforme constava da condenação na primeira instância.

Os réus causaram prejuízo de 248 milhões de reais, referentes a mais de 128 milhões de cartelas de Papatudo - a maior parte adquirida por pessoas de baixa renda - que não puderam ser resgatadas. Outros 2,8 milhões de reais de prêmios sorteados não chegaram aos ganhadores.

Na minha terra, se o cidadão faz rifa de bicicleta usada e não entrega o prêmio, vai em cana na hora e a família, morta de vergonha, é obrigada a se mudar. Mas, como o Falk não papou apenas uma bicicleta usada, e sim duas centenas e meia de milhões de reais...

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